“O amor toca a todos, mais tarde ou mais cedo, não vale a pena negar! É verdade que não é fácil vermos os nossos filhos apaixonarem-se, a nossa primeira reação é protegê-los. Temos medo que sofram, que se decepcionem, que sejam maltratados. Nós, os pais, também já passámos por isso. Mas, afinal preparamo-los todos os dias para serem autónomos, queremos que sejam felizes, que os aceitem na escola, na sociedade, que tenham um trabalho. Pois é, então temos de ser coerentes! Não podemos fingir que não vemos que eles também querem namorar, com frequência nos dizem que querem casar. Se estamos disponíveis para os acompanhar e orientar noutras áreas, vamos arrumar as “asas dos anjos” e assumir que os nossos filhos têm sexualidade.”

Guilhermina Cruz é mãe da Joana, 2016