Apoio e Capacitação de Jovens e Adultos com Trissomia 21
Respeitar os direitos humanos e a individualidade de cada pessoa é a nossa máxima, tendo sempre como visão a capacitação e a convicção de que as pessoas com t21 são capazes de tomar as suas próprias decisões, de fazerem escolhas e tomarem opções, isto é escolherem o seu destino e serem construtores do seu projeto de vida com o devido apoio.

Saiba +

As competências para o exercício da cidadania fomentam-se e aprendem-se. A aprendizagem começa no dia em que se nasce. É nossa obrigação criar condições para que todas as pessoas façam as suas escolhas. É preciso estimular a capacidade de observação e raciocínio. É preciso que as pessoas com t21 estejam em igualdade de oportunidades e condição relativamente às suas escolhas e decisões sobre a sua própria vida. Para que qualquer decisão seja feita em consciência pode haver necessidade de um apoio à sua tomada. Discute-se atualmente bastante, a existência de um  “assistente pessoal”  que conheça a pessoa, lhe simplifique as escolhas e lhe permita uma participação ativa relativamente à sua vida.

A nenhuma pessoa podem ser vedadas as tomadas de decisões sobre a sua vida por ter t21. É obrigação dos Estados e da sociedade criar condições para que todas as pessoas tenham voz e possam emitir opiniões. Sabemos que este será um dos grandes desafios da Pais21. A autonomia e capacitação de jovens com t21 não pode ser uma questão que se coloca apenas à entrada da idade adulta. É preciso construí-la desde o primeiro dia de vida, tal como com qualquer outro filho. Agir naturalmente e exigir a cada dia que passa um bocadinho mais. Quando nasce um filho, temos sonhos e expectativas, e este processo não deve ser diferente, se esse filho tiver t21. Desde cedo devemos ter consciência que o bebé que agora seguramos ao colo, rapidamente será um jovem adulto com as mesmas necessidades das outras pessoas. Devemos incentivar os nossos filhos a fazerem as suas tarefas sozinhos e não substitui-los e desresponsabilizá-los. Embora por vezes fosse mais rápido se fizéssemos as coisas pelos nossos filhos é preciso incentivá-los. Ninguém aprende sem experimentar. Deixe o seu filho fazer, experimentar, verá que a pouco e pouco será capaz. Pode ainda, em conjunto com os técnicos que acompanham o seu filho, desenvolver uma lista de prioridades, delinear objetivos atingíveis e concretizáveis para evitar a frustração, quer sua, quer do seu  filho. Nunca deixe a responsabilidade da aprendizagem do seu filho totalmente nas mãos de terceiros. Somos nós que melhor conhecemos o nosso filho, a nossa família e as nossa expectativas. Sejamos pro-activos.

A nossa adoração e amor pelo nosso filho, não podem servir de desculpa para a nossa passividade. Não podemos aceitar que nos digam que há limites até onde chegar. Não podemos aceitar a ideia ultrapassada que determinados conhecimentos têm que ser atingidos até determinada idade. A plasticidade do cérebro permite aprender toda a vida e quanto mais cedo começarmos, melhor. Sejamos otimistas e acreditemos nas capacidades dos nossos filhos com t21, sejam elas quais forem. Não estamos só perante este desafio.

Se as coisas não estiverem a acontecer como idealizou, não desanime, cada criança tem o seu tempo e as suas próprias aptidões e capacidades. O que para uns será fácil, poderá ser mais difícil para outros. As crianças com t21 são bastante diferentes.

Neste contexto de capacitação, de estimulo precoce e ao longo da vida, a criação do grupo de autorrepresentação constituído por jovens adultos com t21 tornou-se um imperativo. Dar aos jovens a oportunidade de refletir sobre a sua vida, aprender a falar sobre o que querem para tenham voz nos mais variados locais, nomeadamente em colóquios, ações de formação e perante decisores políticos . A máxima dos nossos jovens é o Nada sobre nós sem nós

O seu filho tem 18 anos e gostaria de participar no grupo de autorrepresentação? Entre em contacto connosco.