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A vida adulta corresponde muitas vezes à entrada no mercado de trabalho. Afinal, pessoas adultas são independentes têm responsabilidades e geralmente um emprego. Gostaríamos que também assim fosse com todos os jovens com t21, infelizmente sabemos que ainda são poucos os jovens com t21 que têm um emprego. A maioria dos jovens quando chegam aos 18 anos,  acabam a escola sem qualquer perspetiva de futuro. As consequências desta situação para a auto-estima de um jovem que até este momento teve uma vida ativa podem ser dramáticas.

Devemos ter consciência que o projeto de vida de uma pessoa não pode começar, quando esta chega à maioridade. É preciso planear e antecipar as situações. Um jovem que desde tenra idade frequentou a escola e aos 18 anos fica sem perspetiva, pode sentir-se perdido. A falta de atividade e rotina pode causar um grande desconforto, que pode levar desde uma tristeza até uma profunda  depressão.  É preciso começar a responsabilizar os agentes envolvidos, as escolas, o Estado e os pais. Todos somos responsáveis pelos projetos de vida menos conseguidos, quer por falta de intervenção, conhecimento ou recursos. Devemos educar os nossos jovens para que se possam tornar adultos responsáveis, para isso precisamos de uma escola de qualidade e intervenção terapêutica séria e continuada.

Residências como futuro
Adultos com uma vida rica e preenchida, emocional e profissionalmente, têm muitas vezes o desejo de terem a sua própria casa. Os adultos com t21 não são excepção nesta vontade de viverem a sua própria vida. 

Tornar este modelo de vida independente também em Portugal uma realidade para as pessoas com t21 será um dos nossos maiores desafios. Sabemos que os pais envelhecem e muitas vezes deixam de ser capazes de assumir o papel do cuidador. É preciso criar respostas enquanto os pais ainda são jovens e podem ajudar na decisão do tipo de vida que gostariam para os filhos. As decisões tomadas devem ter sempre como base o desejo da própria pessoa com t21. Embora seja difícil de aceitar, aquilo que os pais e famílias querem pode não ser o que a própria pessoa em questão quer.

Atualmente as únicas respostas existentes para adultos com t21 em Portugal são a institucionalização ou ficarem em casa. Depois de uma vida em comunidade na escola, chegada a idade adulta ainda não há respostas diversificadas de acordo com a necessidade, vontade e capacidade das pessoas. 

A nossa responsabilidade é criar condições para que todas as pessoas possam viver com dignidade, independentemente do modelo de vida escolhido.